Histórico

 

   Tudo começou pelos idos de 1967, no Méier, mas precisamente na Rua Carolina Santos 181. Casa grande com quintal, na época estava com 11 anos de idade, andava de bicicleta, soltava pipa e tinha acabado de entrar para o CMRJ - Colégio Militar do Rio de Janeiro.

 

   Em 1968, pai recentemente falecido, a vida caminhava devagar. Em um desses dias passeando de bicicleta pelo quarteirão avistei um menino com um nunseiquelá na mão falando com aquela coisa. Estranho, muito estranho. Fui até ele indaguei, ele me disse que estava falando com o pai. Puxa ! Eu que não tinha a menor idéia daquilo, instantaneamente fiquei impressionado e disse que queria ir até a casa dele para  saber mais. Encurtando, este menino era o Samuel da Rocha Filho, 1BX34, hoje PY1DKW que mantemos amizade. Samuel fazia escola de Eletrônica por correspondência, Mecking Technical Schools cujos livros me emprestava para que eu pudesse estudar. Fazíamos vários circuitos eletrônicos juntos por diversão e aprendemos a tocar guitarra elétrica.

 

   Nesta época em 11 de abril de 1968, entramos (eu e Samuel) para uma organização chamada CORFACI – Centro de Operadores de Rádio da Faixa do Cidadão, onde ganhei o meu primeiro indicativo EXPERIMENTAL 43. Na carta a Coordenação do CORFACI  explicava que o CONTEL era o órgão máximo encarregado do anteprojeto da regulamentação da Faixa do Cidadão, naquela época ainda em estudos. Dizia ainda que caso encontrasse algum colega novo, o encaminhasse à famosa Coordenação de 1BX1 na Caixa Postal 2747. Você tinha que confirmar 20 comunicados em um ano com cartões QSL para receber seu prefixo de BX. O que foi feito; recebi o indicativo de 1BX74, note que esta organização era formada por pessoas com o ideal de operar dentro dos princípios do radioamadorismo, até que surgisse a prova para Operadores da Faixa do Cidadão.

 

   Destaque para PY1KC - Gal Pery de Carvalho (amigo de meu pai) que no final do meu 1º ano Ginasial (1968) projetou e construímos um transmissor para a mostra científica do CMRJ do qual serviu de destaque naquele ano. Outra pessoa desta época que muito me ajudou ensinando um pouco de eletrônica foi Cesar Orlando Castelo Branco, 1BX 55. Com a legalização recebi o indicativo do então DENTEL – Departamento Nacional de Telecomunicações o prefixo era PX1-0158 que em novo cadastramento recebi o indicativo de PX1A-0060 e tendo que homologar meu TX caseiro valvulado que fez par com um velho receptor Hallicrafters SX71. Fui atuante na Faixa do Cidadão desde 1968 até @ 1990 onde fiz muitas amizades. Um amigo desta época que se mantém operador é o Duduca, PX antigo que opera desde os 70´s hoje operador do ICRJ - Iate Clube do Rio de Janeiro.

 

   Já na época do antigo Científico Técnico (1972), fiz concurso para a antiga ETFCSF - Escola Técnica Federal Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, hoje CEFET e conclui (1974) o curso Técnico de Eletrônica. Os amigos inseparáveis da escola eram o Cali Galera que está em Goiás e Luis Schier de Moura, excelente técnico que troco figurinhas sobre assuntos de manutenção onde tem muita experiência. Outra pessoa contemporânea é o Arídio SchiaccapassaPY1ESU, hoje professor do CEFET e na época fazíamos algumas aulas de laboratório juntos.

 

   Neste mesmo ano iniciei um estágio na empresa ALTEC em Bonsucesso, fui estagiário e aprendi técnicas de confecção de circuitos impressos por processo fotográfico, furo metalizado, galvanoplastia, desenvolvimento de peças mecânicas, produção, enfim uma tremenda escola. Lá ajudei a desenvolver e produzir um protótipo de um anemômetro e anemoscópio digital que quando ficou pronto seguiu para ser testado em campo. Após alguns anos de trabalho na Rede Globo, Lys Electronic e então fui parar na IMBEL – Indústria de Material Bélico no Caju, antiga fábrica de Comunicações do Exército, onde foi para mim uma escola fantástica. Aprendi muito com meus companheiros sobre Eletrônica e Comunicações. Neste período iniciamos eu e Granato, meu sócio, uma pequena indústria de filtros de linha a JG Eletrônica. Esta empresa foi atuante até 1990, com prêmios qualidade da IBM, mas os planos econômicos me convenceram a sair do ramo industrial.

 

Em 1979 já morando na Usina da Tijuca, fiz prova para radioamador classe B e recebi o indicativo de PY1BOJ.

  

   Continuei em frente, Odebrecht serviços no exterior, Embratel e Intelig. Desde então (1979) tenho operado em voz (fonia) e nos modos digitais. Tenho percebido que a atividade radio amadorística vem caindo vertiginosamente com a criação da Internet. Apesar disso, ainda mantenho meu hobby, operando principalmente na freqüência simplex de 147.51 MHz, um ponto de parada noturno onde converso ou troco imagens em SSTV com alguns amigos do Recreio e adjacências. Algumas imagens ficaram conhecidas como: Asterix, Turma da Mônica, Elesentubam e Outras.

 

Hoje dou aula e tenho alguns livros publicados pela editora Antenna e Litec que me mantém ocupado.

 

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